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10.12.11

Musicário #2 :: Eddie no Studio RJ

Por Ana Schlimovich

A noite era como vem sendo as últimas noites cariocas, nem frias nem quentes. Raridade, esse clima nessa época do ano. Enquanto o Verão se demora em chegar na cidade dos 40 graus, a banda Eddie traz seu próprio "Veraneio".

O nome do disco que os pernambucanos lançaram Sábado, 3 de dezembro, no Studio RJ, não podia cair em melhor momento. Eu que cheguei dois minutos tarde, quando entrei no salão triangular do Studio, o Veraneio já tinha começado, justamente com a música que da nome ao disco. O bom de ser fotógrafa é que pode atravessar sem culpa a platéia inteira até chegar na frente do palco. A câmera, a estatura e o sorriso abrem meu caminho até ficar "servida a brisa do mar", como diz a letra do Trummer, vocalista da banda e criador de oito das onze faixas do novo álbum.
 
Logo depois veio a famosa "Bairro Novo", primeira música do Carnaval no Inferno, para botar a galera para cantar, porque a dançar a galera já tinha começado. É regra: show do Eddie é festa, e é família (como diz o botocarioca), porque sempre tem aquele público que segue a banda para onde ela for. Família sabe que a noite com Eddie vai ser no mínimo divertida, dançante e com esse astral registrado Olinda Style. Eles são tão do bem, que até pediram aplausos e dedicaram uma música para os meninos do Mombojó, que essa mesma noite estavam se apresentando no Circo Voador. 

Há um bairro chamado Maranguape no Rio? Sempre tem um Maranguape... Dizia o Fabio, e mesmo o Rio não tendo, a música do Metropolitano -o terceiro disco, gravado em 2005- foi uma das mais dançantes, junto com "Desequilíbrio" e "Pode me chamar", clássicos familiares. Também tivemos um momento com a música mais romântica do novo CD, "Ela vai dançar", com um backing vocals lindo de todos os integrantes da banda: Rob Meira no baixo, Kiko Meira na bateria, Andrét nos teclados, trompete e samples e Alexandre Urêa, na percussão e voz. E falando de backing vocals, bem bom teria sido que a Karina Bhur estivesse no palco fazendo os backing vocals que gravou no reluzente disco.

O Veraneio estava no cume quando entrou a música "Danada", a faixa mais doce do Metropolitano. "Tem muita mulher bonita na platéia, aproveitem para dançar essa música agarradinho, se a gente não estivesse tocando, com certeza estaria ali embaixo dançando", falou o Fabio, e aos poucos o local pareceu retroceder aos tempos dos bailes, quando a noite era orquestrada. Uma delícia essa guitarra dedilhada.

Foi um total de 18 músicas -mais os bis- e ninguém queria deixa-los ir embora. "Essa música a gente compôs aqui na frente, um pouco mais para lá, na praia de Ipanema" lembrou o Trummer antes de encantarmos com o ska "Vida Boa". "A gente tá querendo a vida boa, boa como a vida de outras pessoas. Outras pessoas que também querem uma vida boa, boa como a vida de outras pessoas."

No fim, tivemos que aceitar que já tinham tocado por duas horas, e deixá-los descansar, pois estavam sem dormir, tinham se apresentado a noite anterior em Brasília. Foi o Trummer que comentou, se não, nunca teríamos percebido, para a felizarda platéia a energia do palco estava  100%.




A banda disponibilizou o disco para download gratuito. E para saber mais sobre a gestação do Veraneio, clique aqui. Valeu Eddie!

Veja + fotos dessa noite:


Texto em "português livre". Sugestões e correções, bemvindas!

8.12.11

Musicário #1 :: Silvia Machete na Funarte

Musicário
Coleção de eventos musicáis no Rio de Janeiro

Por Ana Schlimovich

Assim como o Jardim Botânico tem seu Orquidário, com 3 mil exemplares e 600 espécies diferentes de orquídeas, o Rio no Mapa começa seu Musicário, uma coleção registrada de eventos musicais de qualidade no Rio de Janeiro.


Depois da incrível experiencia do RIOscenaXXI, em parceria com Boto Carioca, coluna que retrata a cena musical de vanguarda na cidade maravilhosa, que contou com 22 episódios de excelente conteúdo, Rio no Mapa parte para os relatos musicais. As vezes com palavras, as vezes com fotos, as vezes com vídeo, com entrevistas, e outras, com tudo isso junto e um pouco em portunhol. Sempre com a música como eixo, mas com as portas abertas para outras artes integradas.

A primeira temporada do RIOscenaXXI começou benzida por um Rabino e encerrada com os poderes de um Pajé: o episódio inaugural foi sobre a apresentação de Matisyahu, em maio de 2010, e para finalizar a temporada tivemos o Otto, em julho de 2011, ambos shows no Circo Voador. Já o exemplar #1 do Musicário tem como protagonista a Rainha Performática do Mercosul, a única, a inimitável Silvia Machete. Desfrutem a viagem.


Musicário #1 :: Silvia Machete na Funarte

Quando todo mundo estava fugindo para casa, eu chegava no centro da cidade, no imponente prédio da Funarte. O show começava ás 18h30. Nem eram 6 horas ainda e já tinha fila na porta da Sala Sideny Miller. Um cameraman chega junto com a apresentadora e me perguntam se posso responder umas perguntas. Aceito. 
Ela- Já viu algum show da Silvia Machete? 
Eu- Já, esse é o terceiro. 
Ela- O que acha dela?
Eu- Gosto muito, admiro, ela consegue se comunicar muito bem com o público, é original, não vi nada parecido. As suas performances são super criativas, ela é engraçada de mais e ainda canta muito bem... 
Ela- Ok, muito obrigada. 

Mais tarde soube que estavam filmando um documentário para Áustria, e quem o fazia era um Príncipe austríaco. Ele estava ali no local, não era o altão ultra loiro de paletó de leopardo, calça de oncinha verde e camisa social branca, não. Esse era o produtor. O Príncipe Hubertusjagd vestia uma jaqueta social de pano verde petróleo, um figurino correto, de príncipe baixo perfil. Eles filmaram o show da Silvia completo, quem logo logo será sucesso na Áustria.

Extravaganza é o nome do espetáculo e do seu último disco; o conceito base e o que ali se apresenta. Um repertório que inclui surpresas permanentes, bom humor, músicas de tirar o fôlego, figurinos absurdos. A Silvia é cantora, compositora, performer, malabarista e trapezista, e durante uma hora e meia de show ela coloca todas as suas habilidades no palco e deleita a platéia, num clima íntimo e relaxado, tanto que as participações do público -que geralmente foge desse tipo de situações que o colocam em evidência- surgem naturalmente. No fim do espetáculo a gente se sente uma grande família.

A banda da Silvia, formada por Fabiano Krieger (guitarra), Bruno Di Lullo (baixo), João Di Sabbato (bateria) e Arthur Dutra (vibrafone) é chave para que Extravaganza aconteça. Cada um veste um personagem e entre todos desenrolam uma obra que excede a música. O show já foi premiado pela APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes. E ele é, em palavras de Nelson Motta "Uma das melhores surpresas musicais que tive ultimamente. Imaginem uma Mulher inteligente, engraçada, sexy, palhaça, acrobata e com grande musicalidade, tudo junto!".

Fique ligado no SOM EM 4 TEMPOS, a temporada vencedora do prêmio de ocupação da Sala Funarte Sidney Miller, com trilhões de atrações, shows, oficinas e eventos especiais em horários insólitos por preços irrisórios (por exemplo, a banda TONO vai tocar no dia 13 de janeiro, às 12hs. A entrada custa R$5, inteira). Só no Rio mesmo, para alegria de todos nós...

28.11.11

RIOscenaXXI >> Gui Amabis no SESC Copacabana

















O RIOscenaXXI em seu primeiro episódio da segunda temporada, começa em grande  estilo, com o show inesquecível do paulistano Gui Amabis (GA), que aconteceu nos dias 15 e 16/11/11, na arena do Sesc Copacabana. Para quem ainda não o conhece, GA é cantor, compositor, produtor musical  e multi-instrumentista, pertencente a "nata" musical brasileira. Este é o seu 1º disco, mas no entanto, ao longo de sua carreira, já desenvolveu vários projetos, como o coletivo Sonantes e é autor de várias composições para o cinema, tv e etc. 
 
Podemos descrever seu som como um downtempo tupiniquim. Começou a trabalhar com música muito cedo, como auxiliar  do seu irmão, o competente Rica Amabis. Decidiu que queria tocar um instrumento, por volta dos 15 anos, ao escutar sem parar, as músicas do saudoso mestre Bob Marley.
O disco  "Memórias Luso Africanas" é  baseado em histórias contadas por parentes próximos  referente a lembranças familiares e a viagens transatlânticas de seus antepassados. Com certeza, uma bagagem muito rica de ritmos e sons, agora aditivado de muita imaginação, instrumentos musicais modernos, computadores, guitarras e  caixinhas que emitem sons prá lá de extraordinário.  Conta com participações especiais de Céu, Lucas Santana, Criolo, Sinhá, Tiganá e Tulipa Ruiz. Quando concebeu o material, nem pensava em viajar, no entanto, foi incentivado por seus amigos músicos que participaram do trabalho, a cair na estrada.

Quem esteve no SESC, em uma das noites, pode sentir o peso do trabalho de GA. Foi um espetáculo magnífico que vai ficar para sempre na memória de todos presentes. Cantou o disco na integra e mais 3 músicas de bônus. A banda que o acompanha, conta com as participações de Regis Damasceno e Dustan Gallas, ambos do Cidadão Instigado e também dos vocais de Criolo, Lucas Santana e Tulipa Ruiz. É importante ressaltar, que todos eles deverão acompanhá-lo na turnê para divulgação do disco. Coube ao próprio GA, cantar as músicas  interpretadas por Céu no disco, que também ficaram  muito boas por sinal. Quando o show passar por sua cidade, vá com certeza, pois a diversão é garantida. Enquanto aguarda, para ir fazendo um aquecimento, GA disponibilizou o disco para download free, em seu site. Baixe, ouça, compre o CD e propague.

Para finalizar, o RioscenaXXI, espera que o SESC Rio de continuidade nos seus projetos musicais, já que o SESC SP, abriga uma programação extensiva de shows, com foco principal voltado para o cenário musical independente brasileiro.

texto: Boto Carioca
fotos: Ana Schlimovich

22.10.11

RIOscenaXXI. Um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro>> Otto no Circo Voador

















fotos: Ana Schlimovich

Já era madrugada do dia do mestre, quando pisou o palco sagrado, falando: "Moro no Flamengo e tenho uma filha chamada Betina". Parodiando "País Tropical" de  Jorge Benjor, mestre do  suingue carioca, o pernambucano OTTO, estava dando início com aquela frase,  a um dos melhores shows de sua carreira. Mesclando sucessos consagrados com músicas  de seu último disco, "Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos" e cercado de músicos da melhor qualidade, da "Jambro Band", mostrou para uma platéia ávida por música de qualidade, o porque  do Manguebeat, dominar a cena musical brasileira nessas últimas 2 décadas. Uma voz de canário, carisma, boas letras e suingue para botar qualquer pista abaixo pelos 4 cantos do planeta, poderia ser a fórmula para atrair uma multidão aos seus shows, mas o pernambucano vai além, se entrega de corpo e  alma, fazendo do palco um lugar de elevação para ele, seus músicos, platéia e arredores.

Aí, porque posso dizer que ele fez o show da sua vida: Foram mais de 2 horas; O público acompanhava em coro, música após música; o ritmo estava mais suingado, fazendo com que todos  requebrassem sem parar no salão; mostrou muita disposição, pulando sem parar, descendo para cantar junto a platéia, bem no comecinho do show; não parou de enaltecer e brincar com seus músicos, deixando até seu guitarrista, Fernando Catatau, levar um som de sua banda,  o "Cidadão Instigado", que não se apresenta no CV desde 2009; rasgou altos elogios a Chico Buarque, além  de levar um trecho de "Gota d'água"; relembrou também outro ilustre carioca que anda  sumido do palco do CV, o "negro gato" Luiz Melodia. Por fim, uma coisa que me intrigou, foi que na segunda parte do show, ele só se dirigia aos seus músicos em inglês. Eu interpretei, que pela quantidade de atrações internacionais que estão rolando no Circo Voador, o  palco Mor da música independente no país, o ideal seria mostrar que também dominava outro idioma e garantir sua vaga no próximo ano.

Não posso deixar de mencionar, o excelente show de abertura, feito por outro mestre pernambucano, Junio Barreto, que desta vez, veio acompanhado de sua banda, para lançar seu segundo CD, intitulado "Setembro". Sinceramente, OTTO consegue só colocar pérolas para abrir os seus shows. Ano passado, foi a Tulipa Ruiz, que rapidamente estourou nas paradas de sucesso. Este ano, no primeiro semestre, "Os Outros",  que está fazendo um grande sucesso na parceria com a Tereza Cristina. E para fechar, o Junio, que realmente está despontando como um do melhores cantores do Brasil.  Acompanhe e verá! Nas pick-ups comandando a festa nos intervalos, com o melhor do groove mundial, o DJ Lencinho,  eterno Mestre de Cerimônia do MOLA, o evento mais legal da cidade, que este ano, ficará  fora da programação do CV.

E passando a régua, fechando o caixão, deixo como dever de casa para os leitores da coluna,  um pedido  para que  mandem emails para as casas de show, pedindo mais atrações nacionais. Afinal, a melhor música do mundo na atualidade, é a brasileira!

O show completo em fotos:

8.8.11

RIOscenaXXI. Um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro>> Forfun no Circo Voador

















Todo mundo feliz, em paz, cantando e dançando!
Realmente, não poderia ser diferente, a vibe que a banda carioca Forfun, conseguiu transmitir aos seus fãs, no lançamento de "Alegria Compartilhada", na noite de sábado (23/07/2011), na lona mágica do Circo Voador. Só quem esteve lá pode sentir a energia que, com certeza, reverberou pelos 4 cantos do planeta. Se você não é um destes, fique ligado na agenda e comece a ensaiar para o próximo show, baixando o cd que está disponível para download free no site da banda.

RIOscenaXXI # 20
Artista: Forfun
Local: Circo Voador
Data: 23.07.2011
Concepção: Botocarioca e Rio no Mapa
Fotos: Ana Schlimovich

Veja + fotos aqui:
Forfun

3.8.11

RIOscenaXXI. Um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro>> China no Oi Futuro Ipanema

















China retornou aos palcos, após um período de hibernação, para lançar o cd "moto contínuo". Acompanhado de sua afinada H.Stern Band, o pernambucano, cantou músicas novas e antigas, além de sucessos do "Rei" Roberto Carlos. E como sempre, seu gogó afinado, sua dança malemolente e seu sorriso  contagiante foram ingredientes perfeitos, para levar a platéia ao delírio, num dia de casa cheia, no Oi Futuro Ipanema.

RioscenaXXI # 19
Artista: China
Local: Oi Futuro Ipanema
Data: 22.07.2011
Concepção: Botocarioca e Rio no Mapa
Fotos: Ana Schlimovich
Texto: Marcos RCA

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China no Oi Futuro Ipanema

7.7.11

RIOscenaXXI. Um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro>> Karina Buhr no Oi Futuro Ipanema

















O showzaço da baiana, temperada no maracatu, Karina Buhr, foi elétrico! Cantando músicas do seu 1º CD solo, intitulado, “Eu menti pra você”, proporcionou ao público presente, um espetáculo de rara beleza. E de pensar, que das 3 últimas vezes que subiu aos palcos cariocas, este show foi o mais comportado. Mesmo assim, rastejou algumas vezes até seus músicos, pulou muito e correu próximo a platéia.

Se ainda não foi a um show da cantora, reserve um lugar no próximo! Para quem está conhecendo pela primeira vez, guarde bem o nome, pois, com certeza, será um dos destaques da cena musical brasileira, nesta década.

RioscenaXXI # 18
Artista: Karina Buhr
Local: Oi Futuro Ipanema
Data: 18.06.2011
Concepção: Botocarioca e Rio no Mapa
Fotos: Ana Schlimovich
Texto: Marcos RCA

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Karina Buhr

1.11.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> BNegão & Seletores de Frecüência no Oi Futuro Ipanema

No 17º episódio de RioscenaXXI (21/08/2010), a dupla que sempre está nos melhores shows da cidade, botocarioca e Rio no Mapa, esteve desta vez, no mais badalado espaço cultural de música “underground” no estado do Rio de Janeiro, o Oi Futuro Ipanema, para apreciar e cobrir o grande espetáculo de um dos melhores cantores do cenário alternativo brasileiro, acompanhado de sua afinadíssima banda. O nome das “pérolas”, “BNegão e os Seletores de Freqüência”. Ritmos como Dub, Funk, Hip-Hop, Rock e Soul, são comuns em suas músicas. Lançaram o 1º Álbum em 2003 , batizado de “Enxugando Gelo” e atualmente estão trabalhando para lançar o 2º, em breve.



Nos dias 20, 21 e 22 de agosto, fizeram uma nini-temporada no Oi Futuro, para alegria de seus milhares fãs, espalhados pela cidade maravilhosa. Para nós que fomos na noite de sábado, tivemos a grata felicidade de ouvir todo disco ao vivo, que parando para analisar a fundo, trata-se de mensagens espirituais cantadas, evocadas pelo grande mestre, BNegão, abençoando a todos os presentes. O cara é um verdadeiro “homem do bem”! Se a galera sintonizasse no que ele canta, com certeza, teríamos um mundo muito melhor. Quem não foi ao show e está querendo urgentemente conhecer as músicas, para filtrar tudo de bom que ela oferece, para assim se tornar um ser da nova era, não é difícil, pois, todas estão disponíveis para download grátis. No entanto, é muito melhor escuta-la ao vivo, sentindo toda energia, diretamente da fonte. Além do que, você vai dançar muito, pois não tem como ficar parado, o ritmo é impressionante e os seletores são de primeira grandeza.

Particularmente, ao vivo, gostei muito de “Dorobo”, porque tem que ser ligeiro, se não cai onde estou...(trecho de “Dorobo”), “A Verdadeira Dança do Patinho” com a participação da voz “cavernosa” do Mc Paulão, “(Funk) Até o Caroço”, que mesmo sendo a música mais conhecida, sempre é bom ouví-la ao vivo, “Prioridades”, que é um hino para o cidadão da nova era, “O Processo”, a rapidíssima “V.V.”, “Enxugando Gelo” e “Seletores de Freqüência”. Mas as outras, também quase ganharam nota 10. Foi por pouco. Ah! Ainda teve versões para as músicas “I Chase the Devil” e a clássica do funk, “It's Automatic”. Muito bom! Assim que tem que ser a cultura no Rio de Janeiro: Estrelas de primeira grandeza, num espaço super-legal, à preços acessíveis. Quem foi se deu bem. Fez “barba, cabelo e bigode”!

Para não esquecer, as fotos sensacionais da coluna, são da musa argentina e carioca por opção, Ana Schlimovich e quem vos escreve, é o mais conhecido “desconhecido” boêmio universal, Marcos RCA.



Para encerrar, um recadinho do botocarioca: “ O planeta Terra está derretendo e não tem mais tempo para ficarmos olhando para o nosso umbigo. Certo?”

4.10.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> Mombojó no Circo Voador

No 16º episódio de RioscenaXXI (14/08/2010), a dupla, Rio no Mapa e botocarioca, esteve mais uma vez, na lona cultural mais bacana do planeta Terra, o Circo Voador, para curtir e cobrir o show do Mombojó. Pode-se dizer que das bandas precursoras do Manguebit, ela é a “caçulinha”, pois surgiu uma década depois do início do movimento, mais precisamente em 2001, na cidade do Recife. Seu som é hipnótico e totalmente dançante, tendo uma forte pegada indie, mesclado com electronica e pitadas de MPB, bossa nova e jazz. Lançaram seu primeiro álbum em 2004, intitulado “Nada de Novo”. E para botar pressão, dois anos depois, veio o segundo, “O Homem Espuma”. O último, “Amigo do Tempo”, saiu recentemente do “forno” e muito bom por sinal, como os outros 2 anteriores. Antenada com era digital, disponibilizou todos seus álbuns para download grátis no site da banda.

Para quem queria escutar em primeira mão o novo álbum, deu uma chegada no circo e não se arrependeu. Mesmo com tempo “sinistro”, o espaço cultural lotou. Abriram o espetáculo com “Amigo do tempo”, e canção após canção, foram apresentando o novo disco, sempre com um coro uníssono de uma platéia empolgada. “Casa Caiada”, “Qualquer Conclusão”, “Justamente”, “Praia da Solidão”, “PaPaPa”, “Triste Demais”... Foi todo disco realmente! Mas não pôde faltar sucessos de álbuns anteriores, como o “O Mais Vendido”, “A Missa”, “Homem Espuma”, “O céu e o Sol”, “Deixe-se Acreditar”, “Merda”, dentre outros. Ao todo, foram 24 músicas para felicidade dos presentes. Para completar a história, os perfeccionistas garotos do Recife, não deixaram a qualidade do som ao vivo cair em nenhum momento. Um belo programa para um sábado de inverno. E como bônus, tivemos a abertura da noite sob a responsabilidade da competente banda carioca, “Rabotnik”, acompanhada de um convidado mais do que especial, Arto Lindsay. Este, para quem não sabe, já produziu discos de diversos músicos brasileiros, além de ser um excelente compositor, cantor e guitarrista.


As imagens preciosas da coluna, são da grande fotógrafa Ana Schlimovich e o texto para não perder o costume, é do maior boêmio cósmico carioca, Marcos RCA.




Para finalizar, um recadinho do botocarioca: “No Rio de Janeiro, o Reino da Alegria está na Lapa. Mas precisamente, no Circo Voador. Se você ainda não foi, agende um próximo evento. Boas atrações não faltam!”

25.9.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> MV Bill no Oi Futuro

No 15º episódio de RioscenaXXI(08/08/2010), a parceria botocarioca e Rio no Mapa, foi dar um rolé no maior e melhor espaço cultural de Ipanema, o Oi Futuro, para prestigiar o espetáculo do mensageiro da verdade, cantor, compositor, escritor, ator, cineasta e ativista social, MV Bill. O “brother” é cria da Cidade de Deus, que fica quase lá no céu, mas precisamente, no bairro de Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Este guerreiro é a maior estrela carioca do rap e um dos mais conceituados do Brasil. Não só por seu trabalho como cantor, mas também pelas diversas atividades que desenvolve. Seu currículo é extenso e regado de atividades do bem. Um exemplo para qualquer cidadão. Para quem está por fora, se liga, pois começou sua carreira no início dos anos 90 e tem 4 álbuns lançados. O primeiro foi “Traficando Informação”, em 1998, depois veio, “Declaração de Guerra” em 2002; “Falcão, o Bagulho é Doido” em 2006 e o mais recente, lançado este ano,“Causa e Efeito”.

Tarimbado em festivais e shows pelo Brasil afora, o premiado rapper, não deixou por menos no Oi e botou todo mundo para dançar ao som de canções que falam do cotidiano, do amor e principalmente dos problemas sociais de nossa nação. “Causa e Efeito”, “Estilo Vagabundo II”, “O Bonde não Para”, “Kmilla CDD apresentando Kmilla”, “Soldado do Morro”, “A Noite” e “Só Deus pode me julgar”, foram algumas das pérolas que rolaram. Foi pura diversão o final de semana em Ipanema. Só quem esteve lá pode sentir a “vibe” maravilhosa. E para fortalecer ainda mais, a potência do seu som, colocou sua irmã para ser sua dupla. O nome dela, gravem bem, Kmila CDD. A “mina” canta muito! MV Bill, você acertou em cheio na parceria. Sua banda também é de alta qualidade! Surpreendente ver som de violino na sua música. E de pensar que ainda conta com o DJ Tony, um saxofonista e um batera. Caramba! Padrão internacional!

As belas fotos presentes na coluna, para quem ainda não sabe, são de autoria da competente fotógrafa, Ana Schlimovich e o texto como de costume, é do maior boêmia da cena carioca, Marcos RCA. Apreciem sem moderação!



Para finalizar, um recadinho do botocarioca: “Se você está nessa de trabalhar em excesso, depois relaxar vendo tv e consumindo em demasia, acho que está mais do que na hora de fazer alguma coisa pelo planeta terra, pois o bicho tá pegando.”

8.9.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> Mundo Livre S/A no Oi Futuro

No 14° episódio de RioscenaXXI (25/07/2010), Rio no Mapa e botocarioca, compareceram ao “templo” da música alternativa em Ipanema, o OI Futuro, para apreciar o espetáculo de uma das maiores bandas brasileiras da atualidade, o Mundo Livre SA. No comando, a grande lenda viva do movimento Manguebeat, Fred Zero4. Cantor, guitarrista, compositor, jornalista, poeta, filósofo, mestre na idéia e no cavaquinho. É o cara!

Conhecer esta banda, pode ser o início de uma nova era em sua vida. Muita coisa está errada no mundo, mas, se só ficarmos reclamando, nada vai mudar. É necessário uma alteração individual radical. Então para começar, a 1ª lição é ouvir o álbum “Samba Esquema Noise” e na sequência, “Guentando a Ôia”, “Carnaval na Obra”, “Por Pouco”, “O Outro Mundo de Manuela do Rosário”, “Bebadogroove”, finalizando com a coletânea “Combat Samba”. Pronto! Um novo ser, em um mundo livre. Acredite. Palavra de botocarioca!

Quanto ao show, posso afirmar, quem foi, se deu muito bem, pois a banda fez um passeio por todos os discos, cantando músicas que nunca tinha ouvido ao vivo, mas que tinha maior vontade de escutar. Foi a realização de um sonho, ouvir “Terra Escura”, “Rapaz do B Preto”, “Pastilhas Coloridas”, “Nega Ivete”, ..... No repertório variado, ainda teve as conhecidas, “Mexe, Mexe”, “Uma Mulher com W Maiúsculo”, “Melô das Musas”, “O Mistério do Samba”, “Meu Esquema” e “Bolo de Ameixa”. É, e como tudo que bom acaba, agora o negócio é guardar esta apresentação na memória, até um novo show. E por favor, para quem ainda não foi, compareça, compre o CD, vire fã e ajude a transformar está Terra escura, num mundo livre. As futuras gerações agradecem!

As fotos maravilhosas da coluna, como sempre, são da experiente e bela fotógrafa, Ana Schlimovich e o texto, como de costume, é de autoria do maior boêmio intergaláctico da contemporaneidade, Marcos RCA.



Para finalizar, um recadinho do botocarioca: “Eu já estou e muita gente também. Agora, o que está faltando para você se juntar ao Mundo Livre. Salve Zero 4, Salve”!

25.8.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> Banda EDDIE no Oi Futuro

No 13º episódio de RioscenaXXI (17/07/2010), Rio no Mapa e Botocarioca, compareceram mais uma vez, ao lugar mais badalado de Ipanema, o Oi Futuro, para apreciar o espetáculo da banda EDDIE. Para quem nunca ouviu falar, comece a ficar esperto, pois, já estão na estrada a duas décadas, acumulando no currículo: “Sonic Mambo” em 1998, “Original Olinda Stile” em 2003, “Metropolitano” em 2005 e o último que saiu em 2008, intitulado “Carnaval no Inferno”. São naturais de Olinda (PE) e formam um dos pilares do movimento cultural Manguebeat, nascido em Pernambuco, no início dos anos 90.

Seu som é bem peculiar. Mistura Surf Rock, Dub, MPB e ritmos tradicionais do nordeste brasileiro, podendo ser definido como “Rock Tropical”, ou seja, uma música alegre, descontraida e dançante, que por mais que você tenha 150 anos faz você rejuvenescer a mais tenra juventude. Cabe ressaltar que nos shows ocorre um fenômeno muito interessante, pois, a partir do momento que você vai ao primeiro, é um caminho sem volta, e você passa a fazer parte da família EDDIE. O impressionante é que ocorre um aumento exponencial desta legião a cada show que passa na cidade maravilhosa.

No Oi Futuro não podia ser diferente. Lotaram a casa e colocaram todo mundo para “mexer o esqueleto” ao som “Desequilibrado”, “Me Diga O Que Não Foi Legal”, “O Baile Betinha”, “Quase Não Sobra Nada” e “Bairro Novo” do álbum mais recente, além de “pérolas” como “Lealdade”, “Futebol e Mulher”, “Sentado Na Beira do Rio” e “Pode Me Chamar” de álbuns anteriores. Foram 15 músicas para deleite da platéia. Uma festa e tanto na noite de sábado! O “clima” ficou tão quente que uma beijoqueira não resistiu e encheu o botocarioca de beijos. Que loucura! Como é bom se sentir jovem novamente.

As fotos maravilhosas como sempre são da argentina mais querida no Rio, Ana Schlimovich e o texto de Marcos RCA, o maior boêmio da cena carioca.


Para finalizar um recadinho do botocarioca: “O EDDIE é ecologista de “carteirinha”. E você? Quando vai entrar na luta pelo planeta Terra?”

19.8.10

RIOscenaXXI :: um giro pela vanguarda musical no Rio de Janeiro >> Nação Zumbi no Circo Voador














No 12º episódio de RioscenaXXI (09/07/2010), rionomapa e botocarioca, dão uma chegada na lona cultural mais alto astral do planeta, o circo voador, para prestigiar a Nação Zumbi. Para quem não conhece, guarde bem este nome, pois trata-se da banda mais respeitada e competente da cena alternativa brasileira na atualidade. Ao longo de mais de 15 anos de estrada, acumulam no seu currículo 7 álbuns, sendo 2 dos tempos que ainda eram chamados de “Chico Science & Nação Zumbi”, 1 de coletâneas, que veio logo após a partida precoce do seu carismático lider e vocalista para o transcendental e 4 da fase atual, “Rádio S.A.M.B.A”, “Nação Zumbi”, “Futura” e o mais recente de 2007, “Fome de Tudo”, que é bom demais! Este ano estão lançando um novo álbum. Que beleza, coisa fina com certeza!
A festa começou com BNegão e os Seletores de Freqüência botando a lona prá baixo. Foi um aquecimento e tanto! Mas, festa no quintal de casa é muito bom, afinal, Lapa é o berço, a cama e o caixão da boemia carioca. Depois veio a NZ com toneladas e “toneladas” de som. O “bolo ficou doido”! A empolgação da platéia foi tanta, que em certas horas, Du Peixe e Lúcio Maia tiveram que intervir para proteger as frágeis donzelas presentes no salão. A galera estava pulando muito, mas do que pipoca em óleo quente. Também, não é para menos, pois, “Fome de Tudo” é muito dançante, “Blunt of Judah” é o hit de toda uma geração e as canções do tempo em que o mestre Chico Science ainda estava por aqui, traz à tona o guerreiro que vive dentro de cada um de nós. Quer mais? Para completar, B Negão retornou ao palco e levou várias com Du Peixe.
A “coisa” ferveu! O bailão varou a madrugada adentro e com a quantidade de “muié” que deu o ar da graça, não teve como guerreiro da nação ir para casa no 0 X 0. Ah! Até atrizes famosas estão ficando leais ao shows da NZ, como também, beldades, top models e sereias. Tem para todo gosto!
As fotos maravilhosas da coluna, são da fotógrafa argentina mais competente e gata do show-biz carioca, Ana Schlimovich. A mina tem tanto estilo que faz até pose para tirar foto. Por favor fãs, prestem atenção nos próximos shows. Eu, vou ficar de olho! É um espetáculo à parte.
E como “saideira”, não podemos esquecer que o texto, como sempre, é de um dos maiores boêmios cariocas da contemporaneidade, Marcos RCA.

Veja o álbum completo dos shows:







Para finalizar, um recadinho do botocarioca: “ A equipe do RioscenaXXI aguarda anciosamente o show de lançamento do novo álbum no Rio de Janeiro. Chila relé dó melindró...”